Eu creio! Ajuda a minha pouca fé!

22/02/2009 por Andre  
na categoria Liturgia

Comentário ao Evangelho do dia feito por Santa Teresa d’Ávila (1515-1582), carmelita, Doutora da Igreja
O Castelo Interior, 6.ª Morada, cap. 4

Evangelho de segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Segunda-feira da 7ª semana do Tempo Comum : Mc 9,14-29

Naquele tempo, descendo Jesus do monte com Pedro, Tiago e João e chegando perto dos outros discípulos, viram que estavam rodeados por uma grande multidão. Alguns mestres da Lei estavam discutindo com eles.
Logo que a multidão viu Jesus, ficou surpresa e correu para saudá-lo. Jesus perguntou aos discípulos: “Que discutis com eles?” Alguém na multidão respondeu: “Mestre, eu trouxe a ti meu filho que tem um espírito mudo. Cada vez que o espírito o ataca, joga-o no chão e ele começa a espumar, range os dentes e fica completamente rijo. Eu pedi aos teus discípulos para expulsarem o espírito, mas eles não conseguiram”.
Jesus disse: “Ó geração incrédula! Até quando estarei convosco? Até quando terei de suportar-vos? Trazei aqui o menino”. E levaram-lhe o menino. Quando o espírito viu Jesus, sacudiu violentamente o menino, que caiu no chão e começou a rolar e a espumar pela boca.
Jesus perguntou ao pai: “Desde quando ele está assim?” O pai respondeu: “Desde criança. E muitas vezes, o espírito já o lançou no fogo e na água para matá-lo. Se podes fazer alguma coisa, tem piedade de nós e ajuda-nos”.
Jesus disse: “Se podes!… Tudo é possível para quem tem fé”. O pai do menino disse em alta voz: “Eu tenho fé, mas ajuda a minha falta de fé”. Jesus viu que a multidão acorria para junto dele. Então ordenou ao espírito impuro: “Espírito mudo e surdo, eu te ordeno que saias do menino e nunca mais entres nele”.
O espírito sacudiu o menino com violência, deu um grito e saiu. O menino ficou como morto, e por isso todos diziam: “Ele morreu!” Mas Jesus pegou a mão do menino, levantou-o e o menino ficou de pé.
Depois que Jesus entrou em casa, os discípulos lhe perguntaram a sós: “Por que nós não conseguimos expulsar o espírito?” Jesus respondeu: “Essa espécie de demônios não pode ser expulsa de nenhum modo, a não ser pela oração”.

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Eu creio! Ajuda a minha pouca fé!

Certas verdades acerca da grandeza de Deus estão tão impressas na alma que, ainda que lhe faltasse a fé para lhe dizer quem Ele é, e para a obrigar a reconhecê-Lo como seu Deus, a alma adorá-Lo-ia como tal. Foi exatamente isto o que fez Jacó, depois da visão da escada misteriosa (Gn 28,12s). É provável que este patriarca tenha compreendido, nesse instante, outros segredos que não pôde depois explicar [...]. Não sei se estou a exprimir-me bem, porque, ainda que tenha ouvido falar deste episódio, não sei se as minhas recordações são exatas. Também Moisés não pôde explicar tudo o que tinha visto na sarça, senão o que Deus lhe permitiu que revelasse. Mas, se Deus não tivesse comunicado à sua alma a certeza dessas coisas secretas, se não lhe tivesse dado a ver e a acreditar que eram coisas vindas de Deus, não se teria metido em tantas e tão grandes provações. Seguramente deve ter descoberto, no meio dos espinhos daquela sarça, tão profundas verdades, que lhe deram a necessária coragem para fazer o que fez pelo povo de Israel.

Não temos pois de procurar, nas coisas ocultas de Deus, razões para as compreender. Mas, porque acreditamos que Ele é todo-poderoso, devemos igualmente acreditar que, na nossa imensa pobreza, somos incapazes de compreender as Suas grandezas. Louvemo-Lo pois muito, porque é Seu grande desejo revelar-nos algumas das Suas grandezas.

fonte: http://www.evangelhoquotidiano.org

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